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26/09/17 MILHO: Área plantada de verão em Goiás deve recuar 7,7%, prevê Aprosoja-GO

26 de setembro de 2017
    Porto Alegre, 26 de setembro de 2017 - O presidente da Associação dos
Produtores de Soja e Milho de Goiás (Aprosoja-GO) e vice-presidente da
Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), Bartolomeu Braz
Pereira, concedeu entrevista à Agência SAFRAS e disse que a área a ser
cultivada na safra verão de milho 2017/18 de Goiás deve sofrer um declínio em
relação à primeira safra 2016/17. "De acordo com previsão do Instituto
para o Fortalecimento da Agropecuária Goiana (IFAG), a área deve ocupar 240
mil hectares na primeira safra 2017/18, com um declínio de 7,7% em relação à
safra verão 2016/17", comenta.

    Bartolomeu afirma o estado de Goiás não costuma plantar muito milho na
safra verão, optando pela segunda safra. Além disso, a previsão de recuo na
área leva em conta a grande oferta de milho registrada neste ano, que fez com
que os preços atingissem valores abaixo do custo de produção, reduzindo a
margem dos produtores. "O produtor ainda espera o desenrolar da exportação,
que é projetada acima de 35 milhões de toneladas neste ano, embora ela ainda
esteja bem distante deste volume", informa.

    Considerando a área estimada para o estado, Bartolomeu destaca que a IFAG
está projetando uma colheita de 1,848 milhão de toneladas de milho, com uma
retração de 11,1% na comparação com a primeira safra 2016/17. A
produtividade média deve sofrer uma queda de 3,75%, chegando a 6.700 quilos por
hectare.

    No que tange ao clima, Bartolomeu salienta que o vazio sanitário termina
no dia 30 deste mês e que o plantio poderá ser aberto em 1o de outubro.
Entretanto, as chuvas neste ano estão mais tardias e a falta de umidade impediu
que os produtores conseguissem fazer um preparo adequado do solo no controle de
plantas daninhas. "A expectativa é de que possa chover no período de virada
do mês e também no final de outubro. Por conta disso a recomendação é de
que o produtor tenha o cuidado de não usar todas as sementes de uma só vez,
aguardando para que o solo tenha melhores condições em termos de umidade",
disse.

    O dirigente informa que os custos dos fertilizantes e dos defensivos
agrícolas estão mais baixos se comparados à última safra. "Tivemos uma
queda de 7% nos preços dos fertilizantes e de 5% nos valores dos principais
defensivos agrícolas. Isso fez com que o custo médio para a produção de uma
saca de milho verão ficasse em R$ 24,07, valor 14,1% abaixo do registrado na
safra verão 2016/17, de R$ 27,46, segundo dado levantados pelo IFAG. Por outro
lado, os preços dos combustíveis subiram bastante e estão impactando no custo
do óleo diesel", complementa.

    Bartolomeu ressalta que a entrega de insumos atualmente é um grande
desafio para a atividade agrícola, uma vez que o produtor, por uma questão de
segurança, não pode mais armazená-los em sua propriedade. "Esses produtos
têm grande valor agregado, o que representa um risco mantê-los nas
propriedades. Com isso o ritmo de entrega dos produtos para o plantio acaba
ficando um pouco atrasado", informa.

    O presidente da Aprosoja-GO comenta que o produtor goiano está
descapitalizado, visto que o estado registrou duas safras seguidas de perdas na
soja e uma safra bastante ruim de milho no ano passado, por conta de problemas
climáticos. "Ainda que o estado tenha registrado uma safra muito boa de milho
e de soja neste ano, os preços estão pouco remuneradores, o que impede os
produtores de trabalhar com uma boa margem de lucratividade", sinaliza.

    Bartolomeu destaca ainda que o acesso ao crédito para financiamento da
safra segue bastante limitado no Brasil. "O Plano Safra atende hoje somente
entre 30% a 35% da produção. Os demais produtores têm de recorrer a outros
mecanismos, como barter, busca de crédito entre indústrias, troca antecipada
por produtos, entre outros", pontua.

    Para o dirigente, hoje o processo de aquisição de crédito é complicado,
ainda mais com o governo estabelecendo taxas de juros para custeio que superam
a taxa Selic. "Toda essa conjuntura deve manter o produtor goiano muito
cauteloso no que tange a grandes investimentos", conclui.

     

Fonte: Safras

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