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Região dos Gerais, entre TO e MA, tem clima e solo bons para cultivo

22 de April de 2013
A palavra Mapitoba foi criada para localizar a região produtora de grãos dos Estados do Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia. Dentro da Mapitoba existem várias manchas de cerrado com terras boas para mecanização.

Um dos melhores climas para produção de soja e milho é o da região dos Gerais, um cerrado plano com altitude média de 500 metros. Começa no município de Campos Lindos, TO, e vai até Balsas, MA.

O lugar fica na zona de influência do Equador, onde os dias de verão são mais curtos do que nas regiões produtoras no sul do país. Isso induz a floração precoce da soja, abrindo mais espaço para a segunda safra de verão. Além disso, os produtores não enfrentam o problema da seca.

“Temos um regime médio de 2.000 mm de chuva e não tem havido frustração de safra nos últimos anos. Consegue-se plantar soja no final de outubro, sojas precoces adaptadas para cá, que produzem 60 sacas de soja em média, e ainda possibilita o planto de um milho safrinha de 120 sacas por hectare”, conta o agrônomo Márcio Montechese.

Só os Gerais do Maranhão tem cerca de um milhão de hectares de terras boas para mecanização. Tirando as áreas de reserva, já são mais de 500 mil hectares em produção.
Transporte

O gerente de produção Claucir Pauletto diz que o problema não é produzir na região, mas sim tirar a safra da lavoura e transportá-la até os armazéns. A soja é exportada pelo porto de Itaqui, em São Luiz, a oito mil quilômetros de Roterdã, na Holanda, um dos principais destinos da soja brasileira. Os portos de Santos e Paranaguá ficam a mais onze mil quilômetros, mas os produtores ainda não se beneficiaram dessa vantagem porque o custo do transporte é alto e a infra-estrutura do porto é pequena.

O projeto de ampliação das instalações do porto de Itaqui levou sete anos para ser aprovado. Ele prevê um aumento anual na capacidade de embarque de 3,5 para 10 milhões de toneladas. Deve entrar em operação por etapas e o prazo final para entrega de todas as obras está previsto para 2019.

Condições de vida

A produção de grãos está trazendo muitos benefícios para a economia da região Norte e Nordeste, mas falta infraestrutura na vila Batavo, onde moram os trabalhadores dos Gerais. O comércio é pequeno e o custo de vida, elevado.Moradores reclamam também das condições das estradas e da falta de atendimento médico.

O posto de saúde da vila fica a maior parte do tempo fechado, sem médico há mais de dois anos. Os casos graves são encaminhados para a cidade de Balsas, que fica a mais de 200 quilômetros. Os poucos equipamentos estão abandonados e a única atendente não tem formação em enfermagem.

A escola tem 350 alunos matriculados, mas este ano atrasou o início das aulas em mais de um mês. Para o diretor Edmilson Vieira, o maior problema é a falta de estabilidade dos professores. “Pela dificuldade que temos aqui, as pessoas não ficam”, diz.

Bioma

O Globo Rural recebeu e-mails comentando, com justa preocupação, se essa nova fronteira agrícola estaria afetando o bioma de cerrado, característico daquelas regiões. Os agricultores garantem que a proporção de terra explorada e reservas estão dentro da lei. Atualmente, cada fazenda, têm de manter reservas de 35% da área total. Isso além das nascentes e margens dos rios, consideradas de preservação permanente.

Confira a reportagem completa

Fonte: G1

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