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10/05/18 Dólar e USDA travam negociação de grãos no Brasil

10 de maio de 2018

Soja
   O mercado brasileiro de soja teve uma quarta-feira de preços indefinidos. A expectativa esteve voltada para o relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado nesta quinta-feira.

   A baixa na Bolsa de Chicago para a soja foi compensada pela subida do dólar. O dia no geral foi lento nos negócios no país, com movimentação melhor apenas no Sul, com volumes razoáveis negociados.

Chicago

   Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira em baixa. Na véspera do relatório de maio do USDA, o mercado voltou a ser pressionado pelo enfraquecimento da demanda pelo produto dos Estados Unidos e pelo bom avanço no plantio da safra americana.

   O Departamento deverá projetar, no seu relatório de maio, que a safra de soja 2018/19 americana será menor que a do ano anterior. Analistas consultados pelas agências internacionais apostam que o USDA indicará safra de 117,3 milhões de toneladas. Em 2017/18, a produção americana ficou em 119,5 milhões de toneladas.

   Para os estoques finais, a aposta é de números semelhantes aos de 2017/18, ficando em 14,9 milhões de toneladas. O atual número do USDA para 2017/18 é de 14,96 milhões de toneladas. Mas o mercado espera por um corte a ser anunciado na quinta para 14,7 milhões de toneladas.

   Os estoques globais para 2017/18 deverão ser cortados de 90,8 milhões para 90 milhões de toneladas. Para 2018/19, a aposta é de um número próximo a 91,1 milhões de toneladas.

   A estimativa de safra sul-americana em 2017/18 também deverá centralizar as atenções do mercado. A aposta é de nova elevação na previsão de produção brasileira, passando de 115 milhões para 116,6 milhões de toneladas.

   A projeção para a safra da Argentina, no entanto, deverá ser reduzida, de 40 milhões para 38,6 milhões de toneladas.  

Milho

 

A dinâmica do mercado brasileiro de milho apresentou poucas alterações no decorrer do dia. Segundo o analista de  Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, as cooperativas e produtores ainda optam pela retenção como estratégia recorrente, ainda avaliando o quadro climático e a perspectiva de forte desvalorização cambial nas próximas semanas.

"Mesmo a notícia de chuvas em algumas regiões afetadas pela seca não alterou esse panorama. As vendas envolvendo a safrinha ainda acontecem em  bom nível", comentou.

Chicago

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou com preços predominantemente mais baixos. O mercado apresentou muita volatilidade ao longo do dia, com os agentes tentando se posicionar frente ao relatório de abril do USDA, que será divulgado amanhã.

O Departamento vai divulgar os primeiros números relativos à safra 2018/19 dos Estados Unidos e mundial, bem como atualizar os números da safra global e norte-americana em 2017/18.

A previsão de analistas e traders consultados por agências internacionais é que a safra dos Estados Unidos em 2018/19 possa atingir 14,091 bilhões de bushels, abaixo dos 14,604 bilhões de bushels colhidos na temporada 2017/18.

A expectativa é de que os estoques de passagem da safra 2017/18 dos Estados Unidos sejam apontados em 2,178 bilhões de bushels, aquém dos 2,182 bilhões de bushels estimados no relatório de abril. Para a temporada 2018/19, a expectativa é de que os estoques finais norte-americanos possam atingir 1,631 bilhão de bushels.

Fonte: Canal Rural

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